Parques de Minas Gerais

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Parque Estadual do Itacolomi              

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             O Parque Estadual do Itacolomi, localizado nos municípios de Mariana e Ouro Preto, na região sudeste de Minas Gerais a 100 quilômetros da Capital, foi criado em 14 de junho de 1967.
            
             O Parque possui uma área de 7.543 hectares de matas onde predominam as quaresmeiras e candeias ao longo dos rios e córregos. Nas partes mais elevadas, aparecem os Campos de Altitude com afloramentos rochosos, onde se destacam as gramíneas e canelas de emas. Abriga muitas nascentes, escondidas nas matas, que deságuam, em sua maioria, no rio Gualaxo do Sul, afluente do rio Doce.
            
             A palavra Itacolomi vem da língua tupi e significa "pedra menina". Os índios consideravam o pico como o "filhote" da montanha, que seria a "pedra mãe". O Pico do Itacolomi, com 1.772 metros de altitude, era ponto de referência para os antigos viajantes da Estrada Real que o chamavam de "Farol dos Bandeirantes". Pela região do Parque e por Ouro Preto passaram várias expedições em busca do ouro das Gerais. No final do século 18, na busca por riquezas, o bandeirante paulista, Antônio Dias, utilizou o Pico do Itacolomi como ponto de referência para que outras expedições chegassem ao local com facilidad e. Este patrimônio natural se mantém preservado até hoje, dando ao visitante uma visão real da paisagem contemplada pelos antigos viajantes destes caminhos.
            
             A antiga sede da Fazenda São José do Manso, construída entre 1706 e 1708, foi tombada pelo IEPHA, sendo um exemplar da arquitetura colonial deixada pelos bandeirantes em Minas. Considerada por especialistas o primeiro prédio público do Estado, pois servia para cobrança de impostos e vigilância das minas, é uma das três amostras da arquitetura paulista em Minas Gerais. Hoje restaurada, foi transformada em Centro de Visitantes do Parque.
            
              A Fazenda do Manso foi um importante pólo produtor de chá na primeira metade do século 20. O Museu do Chá abriga o maquinário alemão usado no beneficiamento da produção colhida nas lavouras da fazenda. A Capela de São José possui mostra uma Via-Sacra diferente, feita por artistas plásticas de Ouro Preto que utilizaram materiais colhidos na natureza para sua confecção. Também merecem destaque a Fazenda do Cibrão, as ruínas da Casa de Pedra e a Chácara dos Cintra, com suas ruínas e um grande portal em pedra sabão.
            
             Diversas espécies de animais raros e ameaçados de extinção podem ser encontradas na unidade de conservação, como o lobo guará, a ave-pavó, a onça parda e o andorinhão de coleira (ave migratória). Também podem ser vistas espécies de macacos, micos, tatus, pacas, capivaras e gatos mouriscos. O Parque é muito procurado para a prática de observação de pássaros. Levantamentos identificaram mais de 200 espécies de aves, como jacus, siriemas e beija-flores.
            
             O Parque possui uma completa infra-estrutura para atender visitantes e pesquisadores contando com Centro de Visitantes, biblioteca, alojamentos para pesquisadores e funcionários.
            
             Fonte: Instituto Estadual de Florestas (IEF)

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