Grutas de Minas Gerais

( Quer Conhecer? - Clique Aqui)

Gruta de Maquiné                             

 

                      Clique na foto e veja mais imagens 

Veja a localização desta gruta no google maps abaixo do texto

localizado pelo icone Local Procurado ( melhor visualizado em 1024X768)

           A gruta de Maquiné, localizada em Cordisburgo (MG), foi descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria do Maquiné, então proprietário das terras. Foi pesquisada a partir de 1834 pelo naturalista dinamarquês Peter Lund, chamado de o pai da paleontologia brasileira. Está aberta para visitação pública desde 1967, mas parte da gruta permanece fechada.
          
           A gruta apresenta sete salões grandes ligados por meio de estreitas passagens, num total de 650 metros lineares e desnível de apenas 18 metros. Cada salão recebeu uma denominação de acordo com as figuras que aparecem em seu interior. São eles: Vestíbulo, Colunas, Altar ou Trono, Carneiro ou Elefante, Piscinas e Fadas. A sétima câmara é dividida em duas partes, Dr. Lund e Cemitério, esta última fechada à visitação.
          
           A gruta é formada por rochas de origem sedimentar do fundo de mares antigos, da Era Neoproterozóica (1.000 a 545 milhões de anos atrás), que têm como base o calcário composto do mineral calcita. Lund definiu assim a origem da gruta: "A caverna teria se formado na época em que grandes regiões do país, atualmente secas, se achavam cobertas de grandes lagos ou jaziam ainda no fundo do mar".
          
           O preparo de iluminação e as passarelas possibilitam aos visitantes vislumbrar as suas maravilhas com segurança. Todo percurso é acompanhado por um guia local. Durante sua pesquisa, disse Lund, ao explorar um dos salões: "A mais rica imaginação poética não saberia engendrar uma tão esplêndida morada para os seres maravilhosos; diante desta notável gruta, ela seria forçada a confessar sua impotência. Quanto a mim, confesso que nunca meus olhos viram nada de mais belo e magnífico nos domínios da natureza e da arte".
          
           Repleta de ornamentos naturais, a gruta apresenta um belo acervo de espeleotemas (formações de cristais). Os principais são as estalactites (formas pontiagudas que nascem a partir do teto), estalagmites (formas que crescem a partir do chão), colunas e cortinas.
          
           Além do valor espeleológico, na gruta de Maquiné possui importância arqueológica (estudo do passado do homem) e paleontológica (estudo de fósseis animais). Nela, foram encontradas ossadas humanas, material lítico (em pedra) trabalhado com arte e restos de megatérios (mamíferos que viveram no período quaternário).
          
           Lund permaneceu na caverna por quase dois anos para realizar os seus estudos. Nesse período, descobriu restos humanos e de animais fossilizados do quaternário, como esqueletos de aves fossilizadas com envergadura de até 3 metros.
          
           Na gruta, também achou esqueletos de preguiças, em 1835. Eram poucas peças da menor preguiça da família dos megaloniquídeos, que tinha o tamanho de uma ovelha - hoje, já foram identificadas 13 espécies de preguiça no Brasil. Há 12 mil anos, existiam, no Brasil, preguiças enormes, que chegavam a ter o tamanho de um elefante. São chamadas preguiças terrícolas, por viverem na terra. As espécies que restaram hoje vivem em árvores e são denominadas arborícolas.
          
           Fontes: Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas, Atlas Turístico do Estado de Minas Gerais, revista Ciência Hoje, Prefeitura de Cordisburgo, Contribuições no Desenvolvimento de um Plano de Manejo em Ambiente Cavernícola: Gruta do Maquiné — Um Estudo de Caso (Guilherme F. P. de Aguiar e Thiago F. Lima, 2005, Centro Universitário Newton Paiva) e Peter Wilhelm Lund e sua Visão das Cavernas (Augusto Auler, 2002, revista O Carste)

Voltar

Follow us on Twitter