Grutas de Minas Gerais

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Gruta da Lapinha                            

 

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           Localizada no município de Lagoa Santa (MG), a gruta da Lapinha tem 40 metros de profundidade e 511 metros de extensão abertos à visitação pública. De grande beleza cênica, foi descoberta por volta de 1835 pelo naturalista dinamarquês Peter Lund, conhecido como o pai da paleontologia brasileira, a ciência que estuda as formas de vida existentes em períodos geológicos passados, a partir dos seus fósseis.
          
           Os salões, galerias e labirintos foram batizados de acordo com o que as suas imagens sugerem, como Véu da Noiva, Cascata de Luz, Salão de das Cortinas, Couve-Flor, Presépio e Sino. Hoje, são 15 as câmaras abertas à visitação. Nelas, podem ser observados espeleotemas, formações minerais originadas de substâncias químicas ou sais minerais contidos nas rochas calcárias que, aos poucos, vão sendo transportados pela água. Geralmente, os espeleotemas são brancos e brilhantes. Os tipos encontrados na gruta da Lapinha são as estalactites (formas pontiagudas que nascem a partir do teto) e as estalagmites (formas arredondadas que crescem a partir do chão). Escorrimentos (formas que cobrem as paredes) também são atrativos na gruta.
          
           Com iluminação em todas as galerias, a gruta dispõe de escadas que facilitam o acesso a todas as seções permitidas à visitação. A gruta se formou a partir de rochas calcárias constituídas pelos restos marinhos do fundo do mar raso da bacia do rio das Velhas, bem como de restos acumulados em camadas superpostas e trabalhados pela erosão provocada pelas correntes marinhas e aéreas ao longo de cerca de 1 milhão de anos.
          
           A região de Lagoa Santa, onde Lapinha está localizada, tem grande valor arqueológico e paleontológico. Durante sua pesquisa nessa caverna, Lund encontrou animais pré-históricos que ali viveram há pelo menos 25 mil anos, dentre eles o tigre dente-de-sabre, a preguiça gigante e o tatu gigante. No espaço cultural anexo à gruta, está em exposição a réplica de uma preguiça. Os estudos de Lund no carste (tipo de paisagem comum em áreas com muita presença de rocha de calcário) de Lagoa Santa possibilitaram o reconhecimento de mais de 800 sítios de exploração paleontológica.
          
           Uma das mais importantes descobertas aconteceu em 1840, na gruta Lapa Vermelha - já destruída pela ação de mineradoras. Lund encontrou ossos pré-históricos, como o famoso crânio do Homem de Lagoa Santa, que indica a presença humana na região há mais de 10 mil anos.
          
           Do ponto de vista antropomórfico, os fósseis descobertos por Lund eram bastante distantes dos indígenas americanos e próximos dos negróides (semelhante aos negros). As características físicas do grupo eram homogêneas, o que indica seu isolamento genético (ele não teria se misturado a grupos diferentes). O desaparecimento da raça negróide que habitou a região e seu relacionamento ou não com as raças que vieram a seguir e dominaram o continente permanecem em investigação pela ciência.
          
           Esses habitantes moravam nas entradas das cavernas e se alimentavam da caça e da pesca. Seus instrumentos de uso e armas eram feitos de madeira, osso queimado, conchas, pedras e cristais de rocha. Fabricaram panelas, potes e urnas funerárias, com belas pinturas. Posteriormente, abandonaram as cavernas e se instalaram pelos vales da bacia do rio das Velhas.
          
           Fontes: Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas, Atlas Turístico do Estado de Minas Gerais, revistas Ciência Hoje e O Carste e Secretaria Municipal de Turismo de Lagoa Santa
 

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