Cidade Belo Horizonte:

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Praça do Papa                   

 


         
       
        
        Localizada no bairro Mangabeiras, ponto mais alto de Belo Horizonte, a praça do Papa ganhou este nome após a visita feita à cidade pelo papa João Paulo 2º, em 1980. Do local, tem-se uma das mais belas visões da capital mineira. Foi este, aliás, o motivo que levou o pontífice, ao se deparar com o cenário, a homenagear os seus moradores: “Vocês podem olhar as montanhas atrás e dizer belo horizonte. Vocês podem olhar a cidade à frente e dizer belo horizonte. Mas, sobretudo, quando se olhar para vocês, deve-se dizer: que belo horizonte!”, afirmou ele.
       
        Na época, a presença do papa no local foi qualificada de um novo Sermão das Montanhas, em alusão não só à cerimônia do rito cristão como também ao cenário emoldurado pela serra do Curral, ao fundo. Até então chamada praça Israel Pinheiro, em homenagem ao ex-governador de Minas Gerais, o local foi escolhido para a celebração da missa campal durante a visita de João Paulo 2º.
       
        O papa desembarcou em Belo Horizonte no dia 1º de julho. Momentos antes do desembarque, os sinos de todas as igrejas da cidade tocaram para anunciar a sua chegada. Segundo estimativas da época, mais de 2 milhões de pessoas saudaram o pontífice durante o seu trajeto pela capital, a partir do aeroporto da Pampulha. O então arcebispo de Belo Horizonte, Dom João de Resende Costa, evocou no início da missa as raízes católicas do povo mineiro e sua tradição religiosa. E como um marco pela visita do pontífice, foi erguido um monumento em ferro no centro da praça.
       
        Aquela foi a primeira de três visitas que o polonês Karol Wojtyla fez ao Brasil. Ele chegou ao País em 30 de junho de 1980 e percorreu 13 cidades em apenas 12 dias, incluindo Belo Horizonte. Foi uma maratona de 30 mil quilômetros, sempre demonstrando grande afeto pelo Brasil, País com o maior número de católicos no mundo. O papa ainda visitaria o Brasil mais duas vezes, em 1991 e 1997.
       
        A partir da visita do pontífice, a praça tornou-se local para importantes encontros religiosos, sempre reunindo milhares de fiéis, bem como para atrações culturais, como shows e eventos promocionais. É também um dos locais preferidos pela população da capital para o lazer dos finais de semana.
       
        Ao fundo da praça, está a serra do Curral, outro ponto turístico de Belo Horizonte e marco geográfico no limite sul da capital mineira. Rica em minério de ferro, a serra é referência histórica da cidade desde o seu início. Foi ali que o bandeirante paulista João Leite da Silva Ortiz fundou a Fazenda do Cercado, em 1701, dando origem ao povoamento da região. Desde então, a serra passaria a se chamar Curral del Rey, em razão do curral natural que ela ajudava a formar. Em 1897, com a construção de Belo Horizonte para ser a nova capital do Estado, a serra integrou-se definitivamente ao cenário da cidade.
       
Fontes: Jornal Estado de Minas, inventário do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Belotur

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