Cidade Belo Horizonte:

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Praça da Estação            

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      A praça da Estação está ligada à construção de Belo Horizonte, fundada em 1897 para ser a nova capital de Minas Gerais, em substituição a Ouro Preto. Erguida em 1904, a estação ferroviária era a porta de entrada para os materiais e equipamentos destinados às obras da nova cidade. Oficialmente, seu nome é praça Rui Barbosa, em homenagem ao grande jurista e político baiano.
     
      Dispõe de uma ampla área livre, de 12 mil metros quadrados, com dois conjuntos de fontes enormes, que brotam do piso sem formação de lago, e iluminação especial de 12 postes laterais. Esses recursos permitem a utilização da área livre para manifestações culturais e políticas, uma tradição no local desde os anos 1970.
     
      A praça adquiriu o perfil atual com as obras de sua reforma, em 2003, que incluíram a instalação de piso em concreto avermelhado. A pintura do prédio principal da estação, em tons ocre e cinza, deu destaque à torre do relógio e enfatizou as esculturas brancas de figuras femininas no topo — um conjunto que termina com uma elegante cúpula encimada por uma flecha.
     
      No largo em frente ao prédio da estação, encontra-se a estátua Monumento à Terra Mineira, obra em bronze de 1930, de autoria do escultor e arquiteto italiano Júlio Starace. O monumento retrata a conquista de Minas Gerais pelos bandeirantes e homenageia os mártires de Inconfidência — principal movimento contra a Coroa portuguesa. No alto, um homem com a bandeira de Minas Gerais representa o Estado. Ele está de frente para a estação, como a dar as boas-vindas a quem desembarca. Abaixo, há uma inscrição em latim, Montani Semper Liberti (a montanha sempre está livre, na tradução).
     
      No bloco de sustentação, quatro painéis em bronze completam a obra. À frente, representa-se o expedicionário Bruzzo Spinosa. À direita, está o martírio do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira e executado na forca, em 1792, no Rio de Janeiro. À esquerda, fica o martírio do minerador Filipe dos Santos, líder de uma revolta contra a Colônia em Ouro Preto, em 1720, também condenado à morte. Na parte de trás, vê-se o bandeirante Fernão Dias Paes, que ajudou a desbravar as terras de Minas Gerais.
     
      Desde cedo, a região onde a praça se localiza, no centro da cidade, tornou-se um importante pólo de comércio, sede de pequenas indústrias e área de grande concentração de hotéis e pensões. Com o crescimento da cidade, uma nova estação foi construída no local, em 1922. Em 1936, instalou-se a fonte luminosa Independência, durante muito tempo uma atração para os moradores e visitantes da capital.
     
      Ao longo do século 20, o processo de modernização e urbanização de Belo Horizonte impôs alterações ao projeto da estação. Os jardins foram reduzidos, para dar espaço a novas ruas e avenidas, e estátuas foram transferidas de local. A reforma recente, porém, buscou devolver à praça da Estação a importância que ocupou na história da cidade.
     
      Em 2005, o Museu de Artes e Ofícios foi fundado na Estação Central, com o intuito de preservar a memória do trabalho e das relações sociais no Brasil. O museu é um projeto do Instituto Cultural Flávio Gutierrez e recebeu como acervo a coleção da empresária Angela Gutierrez. Este acervo conta com mais de 2.147 peças dos séculos 17 ao 20, coletadas em oficinas, sítios e cozinhas, em áreas urbanas e zonas rurais. A coleção é dividida em 14 áreas temáticas, cada uma representando um setor de trabalho.
     
      O entorno da praça exibe um destacado conjunto arquitetônico, que abriga o Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais, a Casa do Conde de Santa Marina e a Serraria Souza Pinto. A estação abriga hoje, além de um ramal ferroviário, uma linha do metrô.
     
      Fontes: Prefeitura de Belo Horizonte, Belotur e Museu de Artes e Ofícios
 

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